' PIAZZOLLA 100 ' - Centenário do nascimento de Astor Piazzolla

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08 Outubro 2021

FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA

Bragança ClassicFest

 

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PIAZZOLLA 100 - Centenário do nascimento de Astor Piazzolla

 

Bandoneón - Hector del Curto

Elogiado pelo The New York Times como um “magnífico músico”, a carreira do bandoneonista argentino Héctor Del Curto, que dura há mais de 25 anos, abrange estilos como Tango Tradicional, Novo Tango, Jazz, Clássica/ Erudita e World Music.
Colaborou com os músicos mais conceituados de diversos géneros, como as lendas do Tango Astor Piazzolla e Osvaldo Pugliese, o gigante do jazz latino Paquito D’Rivera e com orquestras de prestígio como a do Metropolitan Opera de Nova Iorque e as Sinfónicas de Washington e de Buenos Aires.
Nascido numa família de bandoneonistas, Héctor Del Curto foi apresentado ao mundo do Tango e do bandoneón pelo seu avô, Héctor Cristobal. Com 17 anos, ganhou o título de “Melhor Bandoneonista até 25 anos”, na Argentina, e foi convidado a juntar-se à orquestra de Osvaldo Pugliese, consagrado como o Último Gigante do Tango. Como director musical, dirigiu o célebre espectáculo Forever Tango, na Broadway, e fundou a Eternal Tango Orchestra (actualmente Héctor Del Curto Tango Orchestra). Como músico dedicado ao ensino, preservação e divulgação do tango, fundou o Stowe Tango Music Festival, o primeiro festival de tango nos Estados Unidos, notável tanto pelos seus ciclos de concertos originais como pelo seu nível de formação musical.
Recentemente produziu e lançou o seu segundo álbum, Eternal Piazzolla, com o seu aclamado
quinteto. Héctor Del Curto participou em numerosas gravações com artistas como Osvaldo Pugliese e Astor Piazzolla em Finally Together (Luncho), Pablo Ziegler, em Asphalto, Quintet for the New Tango (BMG), Paquito D’Rivera em Funk Tango, Jazz Clazz e Panamerica Suite, com Plácido Domingo em Encanto del Mar (Sony Classical) e com Shakira em Laundry Service.

 

Violino - Karen Gomyo 

Uma das violinistas mais requisitadas da actualidade, Karen Gomyo nasceu em Tóquio e foi com 2 anos para Montreal. Aos 11 anos foi estudar para a Juilliard School de Nova Iorque, dali saindo para a Universidade de Indiana, vindo a diplomar-se pelo prestigiado New England Conservatory de Boston (classe de Donald Weilerstein).
Desde então empreendeu uma carreira que já a levou a tocar com todas as principais orquestras da América do Norte, assim como com algumas das grandes europeias. O reforço da sua ligação com a Europa é uma das razões por que se fixou em Berlim.
Em música de câmara, colaborou com músicos como Heinrich Schiff, Leif Ove Andsnes, Emmanuel Pahud, Alisa Weilerstein ou Paul Meyer. O seu gosto por Piazzolla vem desde que em criança tocava a sua peça ‘Mumuki’. Há cerca de dez anos deu-se o encontro de Karen com Pablo Ziegler (o pianista de Piazzolla) e o seu ensemble, com concertos em conjunto desde então. Para alguns entendidos, a reeditar-se um Quinteto ‘all-star’ de Piazzolla, a violinista seria Karen! Ela tem no seu repertório a transcrição para violino e orquestra de cordas das ‘4 Estações de Buenos Aires’. Outros ‘tangueros’ com que toca são os bandoneonistas Héctor Del Curto e JP Jofre.
Além do repertório canónico, Karen interessa- -se pela nova música, tendo já dado em estreia absoluta ou estreia americana obras de Matthias Pintscher, Peteris Vasks e Samuel Adams e ajudado à redescoberta do compositor sueco Bo Linde. A sua discografia inclui a gravação do Concerto para violino de Linde (Naxos) e um recital com o guitarrista Ismo Eskelinen (“Carnival”, ed. BIS/2019). Karen toca desde 2001 o famoso violino Stradivarius ‘Aurora ex-Foulis’, de 1703.

 

Guitarra Elétrica - Adrián Fioramonti 

Adrián Fioramonti é um guitarrista argentino radicado em Itália, desde 1990. Estudou na Escuela Nacional de Música de Rosario (Argentina) e, em 1996, começa a colaborar com o Quintetto Progetto Piazzolla, apresentando-se por toda a Itália e obtendo críticas elogiosas. Em 1998, o grupo desloca-se a Buenos Aires onde se apresenta em concertos, organizados por Laura Escalada (esposa de Astor Piazzolla) e em colaboração com a Fundacion Astor Piazzolla; enquanto isto, desenvolvem estudos com Fernando Suárez Paz (violinista do aclamado Quinteto de Piazzolla). Em 1999, inicia um trio de tango com o bandoneonista Marcelo Nisinman e o contrabaixista Guglielmo Caioli, cujo repertório consiste principalmente em temas originais, bem como, em música tradicional e tangos de Piazzolla.
Em 2002, com o cantor Rubén Peloni, cria um duo de tango tradicional com um vasto repertório, que vai de Gardel a Piazzolla. Desde 2006, apresenta-se em duo com Marcelo Nisinman (Nisinman’s Affaire) com um repertório que inclui música de Piazzolla, Saluzzi e temas originais, numa perspetiva de improvisação. É, também, membro do New Electric Trio de Marcelo Nisinman, com o qual fez uma digressão na Roménia, Suíça e Alemanha.
Em abril de 2011, começa um duo com o bandoneonista Juanjo Mosalini, com quem grava, em Paris, um CD, lançado em 2012. Em 2015, grava com Rubén Peloni um CD de tangos originais cantados “El conjurado” e, em 2017, grava, com Rubén Peloni y los Tanturi o CD De Etiqueta.

 

Contrabaixo - Tiago Pinto-Ribeiro 

Tiago Pinto-Ribeiro graduou-se em contrabaixo na ESMAE-Porto e depois ingressou na UdK (Universidade das Artes) de Berlim, onde estudou com Michael Wolf, ali concluindo o Mestrado. Ao longo do seu percurso, foi 1º Prémio no Concurso Internacional “Júlio Cardona” e recebeu uma menção honrosa no Concurso Internacional de Contrabaixo da ISB (International Society of Bassists), em Houston. Integrou algumas das melhores orquestras mundiais: Orquestra Sinfónica NDR de Hamburgo, Orquestra Sinfónica de Berlim, Orquestra Filarmónica NDR de Hannover, Orquestra Sinfónica da Galiza, entre outras, onde foi dirigido por maestros consagrados como Claudio Abbado, Cristoph von Dohnányi, Kent Nagano e Cristoph Eschenbach. Em música de câmara, é membro do DSCH - Schostakovich Ensemble e colaborou, em Portugal e em vários países europeus, com grandes músicos como Marcelo Nisinman, Gérard Caussé, Pascal Moraguès, Adrian Brendel, Jack Liebeck, Kyril Zlotnikov, Corey Cerovsek, Benjamin Schmid, José van Dam, Chen Halevi, Tatiana Samouil, Isabel Charisiu, Silvia Careddu e o seu irmão Filipe Pinto-Ribeiro.
Tiago Pinto-Ribeiro é contrabaixista da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e é o Professor de Contrabaixo da Universidade de Aveiro.

 

Piano - Rosa Maria Barrantes 

A pianista Rosa Maria Barrantes iniciou a sua formação pianística na sua cidade natal (Lima, Peru), prosseguindo-a depois na Universidade Católica de Santiago do Chile e transitando daí para o Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, onde estudou com Natalia Troull, vindo a doutorar-se em Performance por essa instituição. É dessa altura que data o seu duo pianístico com Filipe Pinto-Ribeiro, com quem gravou um CD dedicado a música francesa e com o qual se tem apresentado em Portugal, em vários países europeus e nos Estados Unidos. Em música de câmara, foi membro do Trio Americano e é colaboradora frequente do DSCH - Schostakovich Ensemble. Tocou com grandes músicos da cena internacional, como Corey Cerovsek, Adrian Brendel, Pascal Moragués, Anna Samuil, Marcelo Nisinman, Chen Halevi, Jack Liebeck e Gary Hoffman, entre outros. Rosa Maria Barrantes foi Professora de Piano e Música de Câmara na Licenciatura em Música do Instituto Piaget, em Almada e, actualmente, é docente no Conservatório Metropolitano de Lisboa e coordenadora pedagógica do Festival e Academia Verão Clássico.

 

Voz - Rubén Peloni

O tenor argentino Rubén Peloni começou a estudar canto ainda enquanto estudante de Arquitectura, iniciando em pouco tempo o seu percurso no mundo do tango. Prosseguiu estudos vocais no Conservatório Pergolesi de Jesi (Itália), mas depressa integrou um quarteto de tangos e milongas, ‘El esquinazo’ (bandoneon, guitarra, piano e voz), com o qual se apresentou e se afirmou por toda a Itália e internacionalmente. Depois disso, veio a colaborar com muitos dos principais ensembles tangueros e dos mais importantes músicos do género, incluindo os bandoneonistas Marcelo Nisinman, Juanjo Mosalini e Dario Polonara, ou os pianistas Hugo Aisemberg e Luis Bacalov, com o qual também se apresenta em dueto. Apresentou-se enquanto solista com a Orquestra da Sabóia no espectáculo ‘Tango, esse pensamento triste que se dança’. Obras como a “Misa Criolla”, de Ariel Ramírez, ou “Maria de Buenos Aires” são presença regular na sua agenda de concertos. A sua discografia, integralmente dedicada ao tango, conta com uma dezena de títulos.

 

Programa:

Astor Piazzolla (1921-1982)

Michelangelo 70
4 Estaciones de Buenos Aires: Verano - Otoño - Invierno - Primavera
Balada para mi muerte
Escualo
Jacinto Chiclana
Kicho
Chiquilin de Bachin
Adiós Nonino
Balada para un loco

 

 

Bandoneón: Hector del Curto
Violino: Karen Gomyo
Guitarra elétrica: Adrián Fioramonti
Contrabaixo: Tiago Pinto-Ribeiro
Piano: Rosa Maria Barrantes
Voz: Rubén Peloni

 

 

 

 

Auditório . m+6 . 

Horário:

21h00

Preço:

7,00 euros