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Praças, Edifícios e Solares

Solar dos Lousada Sarmento
Também chamada Casa dos Quintelas por ter sido adquirida – anos 30 – pelo Dr. Manuel Miranda e por uma sua irmã, mulher do Dr. António Pires Quintela, reitor do Liceu. Solar seiscentista, provavelmente mandado construir pelo fidalgo espanhol, Domingos da Ponte Galego, casado com uma senhora ilustre brigantina. O edifício teria sofrido uma significativa intervenção em 1710. Na altura, o morgadio andava nas mãos de Francisco José de Lousada Sarmento. Em 1801 foi concedida autorização para oratória particular. Ostenta dois brasões exteriores e um pintado no interior com armas dos Ferreiros, Lousadas, Sarmentos e Morais.
Hoje, após recuperado pelos atuais proprietários, funciona como empreendimento de Turismo de Habitação
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.

Fundação Rei Afonso Henriques

Projetado pelo Arq. Adães Bermudes, foi construído em I1903 - 1904, no local onde se havia erguido a Igreja de S. João - que dava nome ao largo. Dos meados do séc. XIII há referências documentais à freguesia de S. João, que aqui devia estar sediada. Apesar das diversas intervenções, durante o séc. XVIII, não foi possível controlar os efeitos da ruína que atingiu o templo. Posteriormente, reduziu-se a uma capela, que o Banco de Portugal comprou para construir a sua sede. (Em 1902, os Sepúlvedas eram titulares da capela. Venderam-na ao Banco de Portugal por quinhentos mil réis). Cerca de 20 anos decorridos, o banco deixa devoluto este edifício, transferindo-se para a Rua 1.º de Dezembro (onde, depois, se instalaria a escola do Magistério Primário) e, em 1947, para o Solar dos Veiga Cabral (já propriedade do nobilitado Sá Vargas) que, entretanto, havia sido recuperado.
Adquirido pela Câmara Municipal (1989) foi restaurado (1999) para instalar o "Gabinete Técnico Local" (G.T.L). Em 2008 sofre obras de remodelação para aqui acolher a Sede da Fundação Rei Afonso Henriques.

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.


Casa dos Figueiredos

Edificação setecentista com pedra de armas na esquina do cunhal; o brasão ostenta as armas dos Pintos, dos Figueiredos, dos Sarmentos e dos Fonsecas.
Da simplicidade arquitectónica, sobressai a cornija, constituída por três fiadas de telha. Expropriado o edifício ao seminário, com a República, aqui funcionou o Curso Teológico (1912 a 1916).

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.


Solar dos Teixeiras
Edifício dos fins do séc. XVII que tem a particularidade de apresentar "mezanino" no andar superior da fachada voltada para a rua. As aberturas do andar nobre ostentam aventais, nos quais se lavraram volumes tratados sob a forma de pontas de diamante. Adquirido e remodelado (1994-96) pela Câmara Municipal, alberga a Biblioteca Dr. Águedo de Oliveira / Fundação "Os Nossos Livros".
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.

Edifício do Principal

Em 1791, o Ten. Cor. Eng.º José de Morais Antas Machado traçou o risco para um novo edifício militar, destinado à Guarda Principal que, com ligeiras alterações do projeto inicial, seria construído na Praça de S. Vicente. As novas instalações prestigiavam o Corpo da Guarda Principal até então estabelecido numa modesta casa situada na Rua Espírito Santo, atual Rua Abílio Beça.

Atualmente é sede da "Liga dos Combatentes".

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.


Casa do Arco

Uma das melhores casas apalaçadas de Bragança que foi pertença da família dos Morais, Pimentéis e Bacelares, é um bom exemplar da arquitectura civil de seiscentos, terminando, do lado poente, em torreão. Nos fins do séc. XVII (1694) o Mestre de Campo Domingos de Morais Madureira Pimentel obteve autorização para construir a abóbada / arco que lhe permitiu unir as casas que tinha de um e do outro lado da estreita rua (viela). Pouco antes de 1815 o solar foi intervencionado e acrescentado, tendo as obras corrido por conta da Viscondessa de Mirandela, na altura, titular do morgadio.

 

 

 

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança


Solar dos Calaínhos

Casa setecentista, armoriada, com tetos de talha em alguns compartimentos e balcões assentes em mísulas esculpidas que recordam máscaras. Sobretudo no piso térreo, tem sofrido grandes intervenções para funções comerciais. Escudo em quartéis com as armas dos Sarmentos, Pimentéis, Morais e Ferreiras. Embora não tenha sido o fundador, a casa foi pertença do General João Sarmento Pimentel que, na Guerra dos Sete Anos (meados do séc. XVIII), como combatente, teria andado por Calais; os soldados, por o acharem parecido com os habitantes dessa localidade, alcunharam-no de Calaínho.

 

 

 

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.


Clube de Bragança

O edifício era conhecido pelo "Redondo". Em 1911 dá-se a fusão do Centro Republicano com o "Clube de Caçadores", conservando o nome de "Centro Republicano Emídio Garcia" (que passa a ocupar parte do prédio). Em 1935, após uma inevitável revisão dos estatutos, a designação foi alterada para Clube de Bragança. No rés-do-chão, onde havia uma loja comercial, instalou-se nos fins dos anos 20, o café Chave d'Ouro.

 

 

 

 

 

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.


Casa dos Morgados

De construção oitocentista, esta casa foi pertença da família Sá Vargas, burgueses que alcançaram a comenda da Ordem da Cruz de Cristo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.


Casa da Antiga Câmara Municipal

Edifício setecentista , adquirido (1864) aos descendentes de um rico burguês de apelido Pereira, oriundo de Lagoaça e que vivia no Porto, para nele se instalar a Câmara. O primeiro museu, essencialmente arqueológico, denominado Museu Municipal, "viveu" no rés-do-chão. Foi inaugurado em 1897, sendo seu Director o Coronel Albino Lopo.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança


Cruzeiro e Praça da Sé
A emblemática cruz - precoce peça escultórica de fuste serpenteado - foi colocada na praça nos fins de seiscentos, para substituir uma outra aí existente. Apresenta no pedestal, com a inscrição (I.H.S.), a data de 1689. O Cruzeiro é coevo do janelão do lado poente da Igreja. É conhecido o seu peregrinar: levado para junto do cemitério em 1875, foi reconstituído e restituído (1931) ao seu lugar de origem, por iniciativa do "Grupo de Amigos dos Monumentos e Obras de Arte de Bragança". O crescimento da malha urbana, nos fins do séc. XV, devia já chegar a esta praça. Em quinhentos (na segunda metade) e, em especial, em seiscentos, dá-se um alargamento acentuado da área urbana. No séc. XVIII, o aumento populacional e o acréscimo da importância económica e administrativa da urbe são responsáveis por significativas alterações que afetam, sobretudo, as artérias mais dinâmicas (ruas de Trás e Direita e praça da Sé).
Nesta praça - e desta praça - é bem visível a maneira como se consolida este outro tipo de malha urbana mais aberta, " mais ligada à dinâmica da racionalidade comercial". Pelas características deste novo modelo de aglomerado (ruas mais largas, rasgadas perpendicularmente às curvas de nível, seguindo, no geral, a direção nascente/poente, desembocando numa praça) há um enriquecimento da funcionalidade do arruamento: as praças e logradouros (que "quebram a linearidade") assumem-se como espaços multifuncionais. A praça da Sé - dominada pela igreja - a partir dos últimos anos do séc. XVIII, tornou-se progressivamente o "coração da urbe". Em 1864 ainda aí funcionava um mercado diário de "cereais e todos os géneros comestíveis".
 
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança

Largo do Principal
Também conhecida por praça Velha, por praça de Baixo e Largo General Sepúlveda. Ladeiam-na a Igreja de S. Vicente e o Edifício do "Principal”. No centro, o Monumento aos mortos da I Grande Guerra. Do lado oposto ao da Igreja é visível parte de um portal armoriado, que nobilitava o edifício da antiga cadeia civil. Na Baixa Idade Média, alguns espaços (principalmente pelo surto do comércio) ganham importância. A partir do recinto muralhado contam-se vários centros: Praça de S. João, Largo de S. Francisco, Praça de S. Vicente...
Nos finais do séc. XV e inícios do séc. XVI começa a afirmar-se a supremacia económica do arrabalde em detrimento da vila e, no séc. XVII, é já dominante. Consolida-se nestes tempos, uma malha urbana essencialmente ligada às exigências da racionalidade militar, com predomínio da linearidade (eixos principais que acabam em praças). Outra característica é, ainda, a presença da igreja na praça pública, apesar de, muitas vezes, fazer parte do alinhamento dos edifícios. A estrutura urbana exterior às muralhas da “vila” caracteriza-se por esta traça urbanística (que tão bem se deteta neste largo). A praça de S. Vicente - formada, porventura, pela confluência de ruas - vê aumentar a sua plurifuncionalidade (aqui era local de feiras onde se venderam, durante muitos anos, as cebolas, os pimentos - renovo - na altura da Feira das Cantarinhas).
 
Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.

Auditório Paulo Quintela

A casa que foi do Visconde de Ervedosa (filho do Tenente - General Sepúlveda) preparou-se, em 1910, para receber o Rei D. Manuel II durante a visita à cidade, que, no entanto, não se chegou a realizar. Em 1942, o edifício foi adquirido para Sede do Município, onde se manteve até 1982. Recuperado para "Centro Cultural", serviu, primeiro, a instalação da Presidência da República (Presidência aberta de Mário Soares - Fevereiro de 1987).

Atualmente, após a abertura do Centro Cultural Adriano Moreira, localizado na Praça da Sé, este edifício funciona como Auditório, que serve a Assembleia Municipal e, no piso superior, o Centro de Fotografia Georges Dussaud.

 

 

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.

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